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Em sua 14ª Edição, realizada em 21 de setembro de 202, o Humanitas contou com a presença do professor e ensaísta Leopoldo M. Bernucci, em celebração ao aniversário da primeira edição do marco literário indispensável à compreensão dos dilemas brasileiros. O convidado é euclidianista reconhecido internacionalmente e ocupa a cátedra Russel F. and Jean H. Fiddyment de Estudos Latinoamericanos na University of California-Davis, EUA, onde leciona literaturas brasileira e hispano-americana. No Brasil, é conhecido pelos livros “A imitação dos sentidos” (1995), “Discurso, ciência e controvérsia em Euclides da Cunha” (2008) – ambos dedicados aos estudos sobre os sertões – e “Paraíso suspeito: a voragem amazônica” (2017), nos quais Bernucci resgata as relações intertextuais entre Euclides da Cunha, Alberto Rangel e o famoso escritor colombiano José Eustasio Rivera. O palestrante propôs uma pergunta à reflexão: como seria o Brasil sem Euclides hoje? A partir dessa questão destacou o fato de que Euclides da Cunha abriu o debate nacional para novas questões e falou sobre a necessidade de alunos e alunas de hoje conhecerem as ideias do autor de os sertões, sobre as diferentes interpretações da obra maior de Euclides, e também acerca de temas como a tensão entre teorias e fatos, relativismo, superstição, misticismo exacerbado versus ciência, ciência, imaginação, intuição e criatividade no pensamento do escritor.
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Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro{authorlink}
